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15/09/2008 12:01

enviada por Míriam
22/06/2008 16:35
Meu nome é mulher!
No princípio eu era a Eva
Criada para a felicidade de Adão
Mais tarde fui Maria
Dando à luz aquele
Que traria a salvação
Mas isso não bastaria
Para eu encontrar perdão.
Passei a ser Amélia
A mulher de verdade
Para a sociedade
Não tinha a menor vaidade
Mas sonhava com a igualdade.
Muito tempo depois decidi:
Não dá mais!
Quero minha dignidade
Tenho meus ideais!
Hoje não sou só esposa ou filha
Sou pai, mãe, arrimo de família
Sou caminhoneira, taxista,
Piloto de avião, policial feminina, enfermeira, médica,
Operária em construção...
Ao mundo peço licença
'Para atuar onde quiser
Meu sobrenome é COMPETÊNCIA
E meu nome é MULHER..!!!!
enviada por Míriam
10/06/2008 16:32

Eu imaginei você
No meu conto de amor
Numa linda canção
E um beijo no final
Eu imaginei sentir
Uma paixão sem outra igual
Que causasse um auê
Que pra nós fosse normal
Só você pode entender
O que estou falando
Tanta coisa aconteceu
E nada se perdeu
Alguém pode me explicar
O que é amar sem você
Se eu pudesse esganava
O meu coração
Dizendo que o amor
É uma lenda e nada mais
E eu até inventava outra paixão
Mas falta você
Pra viver o meu conto de amor
Eu imaginei sentir
Uma paixão sem outra igual
Que causasse um auê
Que pra nós fosse normal
Só você pode entender
O que estou falando
Tanta coisa aconteceu
E nada se percebeu
Alguém pode me explicar
O que é amar sem você.
enviada por Míriam
19/05/2008 17:06

enviada por Míriam
18/04/2008 17:47
O Tempo Passa? Não passa.
O tempo passa? Não passa
no abismo do coração.
Lá dentro, perdura a graça
do amor, florindo em canção.
O tempo nos aproxima
cada vez mais, nos reduz
a um só verso e uma rima
de mãos e olhos, na luz.
Não há tempo consumido
nem tempo a economizar.
O tempo é todo vestido
de amor e tempo de amar.
O meu tempo e o teu, amada,
transcendem qualquer medida.
Além do amor, não há nada,
amar é o sumo da vida.
São mitos de calendário
tanto o ontem como o agora,
e o teu aniversário
é um nascer a toda hora.
E nosso amor, que brotou
do tempo, não tem idade,
pois só quem ama escutou
o apelo da eternidade.
enviada por Míriam
17/03/2008 17:48
Fim
Sinto vontade de desistir
Deixar tudo se acabar
fazer meu coração parar de bater
me sinto cansado
triste e só...
Tento fazer tantas coisas
mas o fracasso sempre ganha
as estradas que percorro são frias
me perco no meio dela
Nunca consigo chegar a lugar algum
fico desolado em meio da multidão
minha alma vaga na imensa escuridão
o abismo é inevitável
a dor insuportável
Debate sobre mim uma tristeza
que me mata aos poucos
sinto a luz da vida se apagando
e eu nada estou fazendo
estou me entregando...
Não quero mais esse lamento
que virou um tormento
nessa vida que se esvaí de mim
quero que chegue logo esse fim...
enviada por Míriam
11/02/2008 08:41
Galera?!? Um verdadeiro exemplo de amor!!!
Todos os casais deveriam brincar assim, por gerações...
Meus avós já estavam casados há mais de cinqüenta anos e continuavam jogando um jogo que haviam iniciado quando começaram a namorar.
A regra do jogo era que um tinha que escrever a palavra "Neoqeav" num lugar inesperado para o outro encontrar e assim quem a encontrasse deveria escrevê-la em outro lugar e assim sucessivamente. Eles se revezavam deixando "Neoqeav" escrita por toda a casa, e assim que um a encontrava era sua vez de escondê-la em outro local para o outro achar.
Eles escreviam "Neoqeav" com os dedos no açúcar dentro do açucareiro ou no pote de farinha para que o próximo que fosse cozinhar a achasse. Escreviam na janela embaçada pelo sereno que dava para o pátio onde minha avó nos dava pudim que ela fazia com tanto carinho. "Neoqeav" era escrita no vapor deixado no espelho depois de um banho quente, onde a palavra iria reaparecer depois do próximo banho.
Uma vez, minha avó até desenrolou um rolo inteiro de papel higiênico para deixar "Neoqeav" na última folha e enrolou tudo de novo. Não havia limites para onde "Neoqeav" pudesse surgir. Pedacinhos de papel com "Neoqeav" rabiscado apareciam grudados no volante do carro que eles dividiam. Os bilhetes eram enfiados dentro dos sapatos e deixados debaixo dos travesseiros.
"Neoqeav" era escrita com os dedos na poeira sobre as prateleiras e nas cinzas da lareira. Esta misteriosa palavra tanto fazia parte da casa de meus avós quanto da mobília. Levou bastante tempo para eu passar a entender e gostar completamente deste jogo que eles jogavam. Meu ceticismo nunca me deixou acreditar em um único e verdadeiro amor, que possa ser realmente puro e duradouro. Porém, eu nunca duvidei do amor entre meus avós.
Este amor era profundo. Era mais do que um jogo de diversão, era um modo de vida. Seu relacionamento era baseado em devoção e uma afeição apaixonada, igual as quais nem todo mundo tem a sorte de experimentar. O vovô e a vovó ficavam de mãos dadas sempre que podiam.
Roubavam beijos um do outro sempre que se batiam um contra outro naquela cozinha tão pequena. Eles conseguiam terminar a frase incompleta do outro e todo dia resolviam juntos as palavras cruzadas do jornal. Minha avó cochichava para mim dizendo o quanto meu avô era bonito, como ele havia se tornado um velho bonito e charmoso.
Ela se gabava de dizer que sabia como pegar os namorados mais bonitos.
Antes de cada refeição eles se reverenciavam e davam graças a Deus e bençãos aos presentes por sermos uma família maravilhosa, para continuarmos sempre unidos e com boa sorte. Mas uma nuvem escura surgiu na vida de meus avós: minha avó tinha câncer de mama.
A doença tinha primeiro aparecido dez anos antes.
Como sempre, vovô estava com ela a cada momento. Ele a confortava no quarto amarelo deles, que ele havia pintado dessa cor para que ela ficasse sempre rodeada da luz do sol, mesmo quando ela não tivesse forças para sair.
O câncer agora estava de novo atacando seu corpo. Com a ajuda de uma bengala e a mão firme do meu avô, eles iam à igreja toda manhã. E minha avó foi ficando cada vez mais fraca, até que, finalmente, ela não mais podia sair de casa.
Por algum tempo, meu avô resolveu ir à igreja sozinho, rezando a Deus para zelar por sua esposa. Então, o que todos nós temíamos aconteceu. Vovó partiu. "Neoqeav" foi gravada em amarelo nas fitas cor-de-rosa dos buquês de flores do funeral da vovó. Quando os amigos começaram a ir embora, minhas tias, tios, primos e outras pessoas da família se juntaram e ficaram ao redor da vovó pela última vez.
Vovô ficou bem junto do caixão da vovó e, num suspiro bem profundo, começou a cantar para ela. Através de suas lágrimas e pesar, a música surgiu como uma canção de ninar que vinha bem de dentro de seu ser.
Me sentindo muito triste, nunca vou me esquecer daquele momento.
Porque eu sabia que mesmo sem ainda poder entender completamente a profundeza daquele amor, eu tinha tido o privilégio de testemunhar a beleza sem igual que aquilo representava.
Aposto que a esta altura você deve estar se perguntando: "Mas o que Neoqeav significa?".
Não está?
Nunca Esqueça O Quanto Eu Amo Você = "NEOQEAV"
enviada por Míriam
25/01/2008 14:25
Fotografia!!!
Amo fotografia, e confesso, nunca encontrei um motivo para explicar o porque de tanta fissura.
Acredito que haja uma certa evidência, só não encontrei o motivo, porque não quis.
A foto é sem dúvida a maneira existente para se eternizar um momento, bem pequeno, da nossa vida. Quanto mais fotos, mais momentos guardados!
São como tópicos, bastando por tanto, olhá-las, para nos reportarmos novamente a eles. Eis que aí, esse pequeno momento nos faz rememorar o todo, os quais, na maioria das vezes nos foram muito agradáveis.
Difícil fotografar cenas críticas de nossas vidas, tristezas, funerais, intrigas. Não pela impossíbilidade, mas...quem se interessa em rever catástrofes?
As fotos exigem de nós, a análise de erros e acertos, embora nos torne melancólicos nessa hora, porém, ninguém vive sem esperanças, assim como, sem lembranças.
Talves as fotos sejam alimento da alma, fortificante das boas atitudes e repressão para as más.
Preenchimento saudável do tempo ocioso, lembrança para toda a vida!
E...viva a fotografia!
enviada por Míriam
23/01/2008 17:18
Ahhhhh, o amor...
O AMOR É UM SÓRDIDO EMBUSTE, PELO QUAL A NATUREZA NOS LEVA A PERPETUAR A ESPÉCIE!!!
enviada por Míriam
15/01/2008 13:37
Sexo genérico
Ronilson Rocha
No ar, um cheiro doce de amor,
No chão, roupas jogadas ao léu,
Na cama, corpos suados cruzam com ardor,
Levando as nossas almas ao céu...
Sussurros e gemidos ecoam pelo recinto,
Olhares se encontram arrefecidos,
Estamos perdidos neste labirinto,
repleto de sentimentos desconhecidos...
De onde vem este estranho sentimento,
que nos faz remexer os quadris com destreza,
a esperar o gozo a qualquer momento?
Ou toda esta luxúria é coisa combinada,
Nada mais que um simples truque da natureza,
que nos impele a ter nossa espécie preservada...
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Todos nós somos dotados de dons.
Óbviamente Nosso Pai todo poderoso, nos concedeu eles, para que a união de todos, nos tornássemos completos! mas...o "homem" interpretou tudo errôneamente, fêz exatamente o contrário, impôs preço! tipo: um beijo por um queijo! você me paga X a troco do que recebí de graça, (mas...isso é tema pra um outro papo!)
Bem,retornando... eu, particularmente admiro o dom da palavra. Essas pessoas que tem a maior destreza em nos fazer vivenciar exatamente um fato, uma cena, uma história, usando apenas as palavras corretas e mais nada, com certeza, tem toda a minha admiração!
Nessas poucas palavras, tanto, nas do poema de cima, como nas do poema abaixo, exemplifica exatamente o que estou tentando passar, se você parar, ler e souber interpretar, saberá e sentirá o que eu estou tentantdo passar, eu...que infelizmente não tenho o dom da palavra!
enviada por Míriam
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